terça-feira, 9 de abril de 2024

Estabelecendo filogenias com os cladogramas

 CLADOGRAMA

Cladograma é um tipo de diagrama usado para representar visualmente as relações evolutivas entre espécies. Os cladogramas são constituídos de terminais, ramos, nós e raiz.
Cladogramas são representações gráficas que ilustram as relações evolutivas entre diferentes grupos de organismos. Eles contribuem para a compreensão da filogenia, evidenciando a história evolutiva compartilhada entre diferentes espécies.

Esses diagramas são construídos com base em características compartilhadas e derivadas, conhecidas como sinapomorfias. Um cladograma é composto pelos terminais, ramos, nós e raiz. Cada bifurcação em um cladograma representa um ponto em que uma linhagem ancestral comum se dividiu em linhagens distintas.

O que é um cladograma?
Cladogramas são diagramas ramificados que representam as relações de parentesco filogenético entre táxons (grupo de organismos reunidos com base em características compartilhadas). Os cladogramas se inserem dentro da sistemática filogenética ou cladística, uma abordagem da sistemática proposta com base na divulgação dos trabalhos de Willi Hennig, em 1966.

Qual a função do cladograma?
Cladogramas oferecem uma representação visual das relações evolutivas entre diversos grupos de organismos, proporcionando uma estrutura que facilita a organização e compreensão do conhecimento sobre a evolução. Esses diagramas não apenas simplificam a análise e comunicação de dados complexos como também permitem a identificação das características compartilhadas entre diferentes grupos ao incluí-las nos ramos do cladograma.

Quais são os elementos do cladograma?

Como construir um cladograma?

Os cladogramas são construídos com base na definição dos terminais, que representam o conjunto de táxons de interesse a ser estudado e constituem o grupo interno. O conjunto de espécies a serem incluídas com propósitos comparativos com os táxons integrantes do grupo interno constitui o grupo externo. O grupo externo também tem a função de auxiliar no ponto de enraizamento da árvore durante uma análise.

Para a reconstrução filogenética de um conjunto de organismos, são utilizados dados provenientes de estudos morfológicos, genéticos, comportamentais, ecológicos, embriológicos ou quaisquer características herdáveis.

Os sistematas (pesquisadores em sistemática) analisam uma grande quantidade de espécimes representando diferentes linhagens de interesse, buscando características (ou caracteres) presentes nesses organismos. Nessa busca, são traçadas hipóteses de homologia, nas quais são estabelecidas relações de correspondência entre estruturas de organismos. Uma estrutura é homóloga à outra quando há herança de um ancestral comum. Quando há erro na proposição de uma hipótese de homologia, isso é denominado homoplasia.

As características levantadas são compiladas em uma matriz de caracteres. Em uma matriz de caracteres, as linhas representam os organismos e as colunas representam as características, indicando o estado de cada característica para cada organismo. No caso de dados moleculares, cada sítio observado em dada sequência é considerado um caráter. A matriz de caracteres auxilia a organizar as informações a serem transpostas para um cladograma.
A matriz de caracteres é então analisada de modo a tentar definir os estados derivados de cada caráter (apomorfias) e os estados ancestrais (plesiomorfias). Essa análise é feita por um algoritmo que tenta reconciliar as mudanças de estado observadas na matriz com uma árvore filogenética que explique tais mudanças da maneira mais simples possível, utilizando o princípio da parcimônia.

Como se lê um cladograma?
Em um cladograma, a maior proximidade de dois elementos em comparação a um terceiro é interpretada como um reflexo da história evolutiva desses táxons, e a eles se dá o nome de grupos-irmãos. As bifurcações no cladograma representam os pontos em que as linhagens se dividiram ao longo do tempo. A ordem de ramificação é representada pela raiz, como evento evolutivo mais antigo, em direção aos terminais, que representam os eventos recentes.

Os comprimentos dos ramos não representam unidades do tempo, ou seja, o comprimento de um ramo em relação a outro nos diz a mesma coisa. Além disso, os cladogramas podem ter representações estéticas diferentes, com ramos mais quadrados, por exemplo. É importante destacar que a inversão de um cladograma não altera as relações entre os táxons.

É possível observar a presença de três tipos de agrupamentos nas hipóteses representadas pelos cladogramas, apesar da cladística reconhecer apenas a existência de grupos monofiléticos:

Grupo monofilético: é um grupo considerado natural, sendo formado exclusivamente por uma espécie ancestral e todos os seus descendentes. Os grupos monofiléticos também são conhecidos como clados e são diagnosticáveis pela presença de sinapomorfias.

Grupo parafilético: é grupo considerado artificial, pois é formado por uma espécie ancestral e parte de suas espécies descendentes, mas não todas. Ele é sustentado pela presença de plesiomorfias e a ausência de sinapomorfias.

Grupo polifilético: é um grupo artificial formado por espécies descendentes de vários ancestrais.

A filogênese dos seres vivos

Filogenia

Filogenia trata-se da história evolutiva de uma espécie ou de um grupo de espécies. Estudar a filogenia é como estudar uma árvore genealógica

Filogenia pode ser definida, de maneira simplificada, como a história evolutiva de uma espécie ou de um conjunto de espécies distintas. Podemos comparar o estudo da filogenia com o estudo de uma árvore genealógica. Estudando a filogenia, podemos conhecer os ancestrais de uma espécie e compreender como determinadas características surgiram naqueles organismos. 

Por muito tempo, acreditou-se que os seres vivos primitivos eram organismos inferiores, e que eles sofreram modificações até se tornarem organismos mais avançados, uma ideia que leva a crer que a evolução ocorre em um esquema de escada, estando os organismos superiores no topo. Hoje sabemos, no entanto, que a evolução é melhor representada por uma árvore, com vários ramos.

Árvore filogenética

As árvores filogenéticas nada mais são que a representação da história evolutiva de uma espécie. Essas representações devem ser lidas da base para as pontas, sendo a base a história mais antiga e as pontas a história mais recente daquele táxon.

As árvores filogenéticas são formadas frequentemente por uma série de dicotomias ou pontos de ramificação de duas vias, nos quais as linhagens se divergem, ou seja, onde ocorre uma especiação. Se observarmos a figura seguinte, perceberemos que, em cada ponto de ramificação, uma linhagem ancestral dá origem a, geralmente, duas linhagens-filhas. Cada uma dessas linhagens apresenta sua própria história evolutiva, sendo uma parte dessa história compartilhada com outras linhagens.

Quando observamos que de um ponto de ramificação surgem mais de dois grupos de descendentes, temos uma politomia (veja ponto de ramificação 5). A presença de uma politomia indica, geralmente, que as relações evolutivas observadas entre os grupos de seres vivos ainda não são bem definidas. Aprofundamento no estudo desses grupos pode fazer com que essa politomia seja resolvida. Outra explicação para as politomias é a ocorrência de especiações rápidas que ocorreram ao mesmo tempo, originando diferentes linhagens.

Em uma árvore filogenética, quando observamos dois organismos que compartilham um ancestral comum imediato, chamamo-los de táxons-irmãos (exemplo: táxon B e C). Isso significa que esses organismos são muito próximos entre si. O termo táxon basal é usado para se referir a uma linhagem que se originou próximo do ancestral comum do grupo, divergindo-se precocemente na história evolutiva do grupo estudado (exemplo: táxon G).

É importante destacar que, quando falamos de árvores filogenéticas, não estamos nos referindo às semelhanças fenotípicas, ou seja, os organismos mais próximos não são necessariamente os mais parecidos morfologicamente.

Outro ponto importante a ser destacado é o fato de que o comprimento dos ramos não está relacionado com o tempo. Sendo assim, ao interpretarmos uma árvore filogenética, a não ser que informações sobre tempo estejam inclusas, nosso foco deve ser as descendências e não as datas de quando esses eventos ocorreram.

Por fim, não podemos nunca dizer que um ser vivo evoluiu a partir de uma espécie próxima dele, podemos apenas afirmar que eles possuem ancestral comum. Além de todos os pontos já destacados, é importante frisar que as árvores filogenéticas não devem ser interpretadas de modo a considerar que alguns táxons são mais avançados que outros.

Filogenia da espécie humana

Até os dias atuais, ainda há muita confusão quando o assunto é a evolução da espécie humana. É muito comum ouvirmos que os seres humanos evoluíram de chipanzés. Entretanto, ao observarmos a história evolutiva dessas espécies, percebemos que eles, na realidade, compartilham um ancestral comum, apresentando, portanto, um parentesco próximo. Esse ancestral, no entanto, não se trata nem de um humano, nem de um chimpanzé, como muitos pensam.

Outro ponto importante diz respeito à forma como a história evolutiva da espécie é representada. Apesar de a figura anterior ser muito difundida, está completamente incorreta. Isso se deve ao fato de que o desenho passa uma concepção de que a evolução humana ocorreu com base na mudança de seres inferiores até o surgimento de seres mais avançados, que seriam os seres humanos modernos. A imagem passa uma ideia de superioridade da nossa espécie, uma ideia de progresso, a qual não deve ser disseminada.

Brasil escola Filogênese dos seres vivos

Lineu e o Sistema Binominal

Lineu, em 1735, desenvolveu a nomenclatura binomial. Composta por dois nomes, cujo primeiro é escrito em letra maiúscula e define o gênero, e o segundo tem letra minúscula e define a espécie.
 Os nomes científicos devem ser escritos em latim e destacados em itálico ou grifados.
Regras para a escrita dos nomes das espécies
As regras propostas por Lineu ainda são utilizadas, entretanto com algumas modificações. Observe abaixo algumas das regras utilizadas para a escrita dos nomes das espécies.

- Todos os nomes científicos devem ser escritos em latim ou latinizados.

- Todo nome científico de espécie é composto por dois nomes (daí o nome: nomenclatura binomial). O primeiro nome deve ter sua inicial maiúscula e diz respeito ao gênero. O segundo nome é o epíteto específico e deve ser escrito com inicial minúscula.


Observe que o nome da espécie é formado pelo gênero e pelo epíteto específico. Zea mays é o nome científico do milho.

- Subespécies terão nomenclatura trinomial. Exemplo: Papilio thoas brasiliensis.

- Subgêneros são indicados entre parênteses. Eles devem ser escritos também com a inicial maiúscula. Exemplo: Thais (Stramonita) haemastoma.

- Os nomes das espécies devem vir destacados no texto, preferencialmente em itálico. Em casos em que não é possível utilizar o itálico, os nomes podem aparecer sublinhados. O importante é destacá-lo do restante do texto. Exemplo: Solanum tuberosum ou Solanum tuberosum.

- Quando citar o autor, este deve vir logo após o nome da espécie, escrito com letras normais e sem nenhuma pontuação entre a espécie e ele. Exemplo: Caryocar brasiliense Cambess.

- Quando citar o ano da primeira publicação, este deverá vir separado do autor por vírgula. Exemplo: Apis mellifera Linnaeus, 1758.

Nomenclatura Científica

NOMENCLATURA BINOMIAL

A nomenclatura binomial cria um padrão na escrita de nomes científicos, evitando assim a confusão causada por nomes populares.Sabemos que existe uma infinidade de seres vivos no planeta e cada um recebe um nome popular de acordo com a região onde é encontrado. 

Pense como seria impossível todos os pesquisadores do mundo trocarem informações a respeito de um ser vivo se cada um der um nome diferente a ele.Pensando nisso, Carl von Linné, também conhecido como Lineu por nós, brasileiros, apresentou, em 1735, um livro chamado Systema Naturae, onde propôs uma forma de classificação para os seres vivos, bem como regras para a nomenclatura biológica.

As regras propostas por Lineu fizeram com que ocorresse uma padronização na escrita dos nomes das espécies a fim de evitar confusões ao falarmos de um organismo para pessoas de diferentes regiões.

Manihot esculenta é o nome científico da mandioca, também chamada de macaxeira e aipim

Sistemas de Classificação e organização Taxonômica dos seres vivos.

Principais categorias taxonômicas

Karl von Linné, ou simplesmente Lineu, era um botânico sueco que, em 1735, propôs a classificação dos seres em grupos, os quais chamou de táxons. Em seu trabalho intitulado Systema Naturae, ele sugeriu a classificação em grupos de maior abrangência, denominados de reinos, até grupos de menor abrangência, os quais chamou de espécie. As categorias propostas por Lineu foram: reino, classe, ordem, gênero e espécie.


Atualmente as principais categorias taxonômicas são: reino, filo, classe, ordem, família, gênero e espécie, duas a mais do que as propostas inicialmente por Lineu. O Reino é a maior unidade de classificação biológica e agrupa filos de organismos com características semelhantes. Os filos, por sua vez, agrupam classes semelhantes, as quais agrupam ordens semelhantes, que agrupam famílias, que agrupam gêneros semelhantes. Nos gêneros, são agrupadas espécies semelhantes, que é a categoria taxonômica mais básica da classificação. Podemos definir espécie como um grupo de organismos que se reproduzem entre si e são capazes de produzir descendentes férteis.

Existem autores que consideram ainda uma categoria taxonômica acima de reino, os domínios. Consideram-se três domínios, também chamados de super-reinos: Bactéria, Archaea e Eukarya.Brasil escola

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Simulador de transferência e transformação do ciclo da matéria.

Sims PhET
Fundado em 2002 pelo Prêmio Nobel Carl Wieman, o projeto PhET Simulações Interativas da Universidade do Colorado em Boulder cria simulações interativas gratuitas de matemática e ciências. As Sims PhET baseiam-se em extensa pesquisa em educação e envolvem os alunos através de um ambiente intuitivo, estilo jogo, onde eles aprendem através da exploração e da descoberta.

              MATERIAS DISPONIVEIS 

         
             SIMULADORES DE BIOLOGIA 



      SIMULADORES DE CIÊNCIAS DA TERRA 



SIMULADOR DE TRANSFORMAÇÃO DE ENERGIA.
 🔗link:https://phet.colorado.edu/pt_BR/simulations/energy-forms-and-changes

Construção de protótipos de sistemas térmicos que visem a sustentabilidade.

Projeto Biomas
O Projeto Biomas, fruto de uma parceria entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), é uma iniciativa inédita no Brasil e tem como objetivo identificar formas sustentáveis para recuperação e restauração da vegetação original da propriedade.

Com 11 anos de duração, até 2020, o projeto de pesquisa se propôs a testar e apresentar novas tecnologias para a inserção da árvore na propriedade rural com o propósito de garantir a sua diversificação, assim como para contribuir com o aprimoramento da legislação ambiental, levando em conta as peculiaridades dos seis biomas brasileiros.

Em síntese, o Projeto Biomas buscou respostas para duas questões:

Como o produtor rural pode usar a árvore na sua propriedade para obter retornos ambientais e econômicos, tanto na preservação das diferentes paisagens em cada bioma assim como em sistemas produtivos sustentáveis?
Como subsidiar cientificamente o aprimoramento da legislação ambiental, especialmente, nos assuntos relacionados à Área de Preservação Permanente (APP) e Área de Reserva Legal (ARL), constante no Código Florestal Brasileiro?
Para responder a estas perguntas, o Projeto Biomas testou modelos variados e adaptados às finalidades de diversas unidades de paisagens de uma propriedade, como modelos de recomposição de Reserva Legal associando espécies nativas e exóticas; modelos de adequação ambiental em áreas degradadas; modelos de sistemas produtivos envolvendo o componente arbóreo, entre outros. Para abranger este nível de complexidade e especificidade local, o Projeto contou com uma Unidade Experimental em cada um dos seis biomas brasileiros.

O Projeto Biomas conta com o atual apoio do BNDES, mas também foi apoiado por instituições como o SEBRAE, John Deere, Vale e Monsanto. Envolveu 330 pesquisadores, 69 estagiários e 122 Instituições de pesquisa e extensão. Os resultados dessas pesquisas estão contribuindo com a discussão acerca da Adequação Ambiental das propriedades rurais que são exigidas em função da aplicação do Código Florestal Brasileiro e que venham a ser integradas nas diretrizes dos Programas de Regularização Ambiental das propriedades com passivos ambientais.

Atualmente, uma importante iniciativa decorrente do Projeto Biomas está sendo desenvolvida na forma de um projeto piloto testado no estado do Amazonas. O projeto, denominado P.R.A VALER, se propõe a apresentar um modelo simplificado de Programa de Regularização Ambiental (PRA), viável tecnicamente e com segurança jurídica, e criado a partir da convergência entre todos os atores envolvidos no processo de regularização ambiental, inserindo o setor produtivo na discussão e no próprio processo de regularização. As soluções de adequação ambiental, chanceladas pela pesquisa realizada pela EMBRAPA e pelas demais instituições de pesquisa na região, serão disponibilizadas aos produtores. Para isso, a assistência técnica terá relevante importância e será garantida tanto pelo estado como pelo SENAR/AM, que possui a capilaridade e recursos para transformar o conhecimento científico em conhecimento prático para o produtor.

Como diferentes contextos culturais influenciam e geram relações com o meio ambiente.

Globalização e meio ambiente.


A relação entre globalização e meio ambiente expressa-se na perspectiva dos impactos gerados pelas transformações técnicas, sobretudo aquelas referentes à Revolução Técnico-Científica-Informacional, que propiciou avanços suficientes para integrar as diferentes partes do planeta e alterar os sistemas de produção no campo e na cidade.

Por definição, a globalização é entendida como o processo de integração global das sociedades, correspondendo ao período de maior avanço e expansão do sistema capitalista. Mesmo que de maneira desigual e, por vezes, contraditória, todas as partes do mundo encontram-se conectadas, com um grande fluxo de informações, capitais, bens e valores culturais. Tal panorama influencia, sem dúvidas, a forma como o ser humano interage e gera impactos sobre o meio natural.

No mesmo contexto, insere-se o fenômeno socioespacial da urbanização, que vem se intensificando nos países em desenvolvimento após ter se consolidado nos países centrais e alguns emergentes. Com isso, emergem os problemas socioambientais urbanos, como a extrema poluição, a formação das ilhas de calor, a questão da inversão térmica e os impactos gerados pela má destinação dos resíduos sólidos e da ausência de saneamento ambiental.

Contudo, no cerne do processo de transformação e evolução das técnicas e dos objetos técnicos que atuam no processo de produção do espaço geográfico, existe uma incessante busca por alternativas que defendam o desenvolvimento econômico das sociedades com a preservação do meio natural. Nesse sentido, emerge o conceito de sustentabilidade, defendido por muitos como a saída necessária e possível para conciliar o crescimento social com a conservação ambiental.

De todo modo, a atenuação dos efeitos da globalização sobre o meio ambiente perpassa por uma série de desafios, tais como vencer a lógica de desenvolvimento via consumismo, os impactos negativos da urbanização concentrada e da produção industrial plena, bem como a diminuição das desigualdades sociais. Para isso, além da conscientização individual, é preciso um sistema mútuo de cooperação entre as nações a fim de desenvolver metas ambientais que atendam as necessidades básicas para a conservação da natureza.

O fim do estigma do eucalipto
A silvicultura, ou o plantio de florestas, como o eucalipto e a seringueira, é uma atividade econômica de grande rentabilidade para produtores do Espírito Santo. A madeira é usada tanto em toras, para produção de celulose, quanto cercar propriedades, produção de móveis, carvão e lenha. O eucalipto é a grande estrela neste setor. A origem da planta mais comum aqui no Estado é Austrália e Sudeste Asiático, na Indonésia. Existem em torno de 700 espécies e, há cem anos, algumas espécies foram trazidas para o Estado. As que se adaptaram melhor foram o Eucalipto urofilia, o grandis e o saligna.

Além da adaptação natural das plantas, o melhoramento genético vem sendo feito há 40 anos no Espírito Santo. Se há quatro décadas produziam-se 40 metros cúbicos de madeira por hectare, hoje a produção chega a 50 metros cúbicos.

E se há alguns anos falava-se muito que o eucalipto era uma cultura predadora, que atingia e secava lençóis freáticos, sugando toda água existente no subsolo, hoje já é sabido e provado que as plantas presentes no Estado não causam danos ao meio ambiente.

“Há sim plantas de raízes profundas dentro das 700 espécies. Mas as que se adaptaram ao Espírito Santo, têm raízes que não ultrapassam os dois metros de profundidade ”, ressalta Pedro Galvêas, pesquisador da Embrapa e à disposição do Incaper, engenheiro agrônomo e mestre em genética de plantas.

“É preciso imaginar que todo negócio de madeira no mundo se resume a celulose e papel. Esse negócio é maior do que o mercado de turismo. São US$ 350 bilhões movimentados por ano neste mercado. O mercado de celulose, desde seu nascimento até hoje, foi dominado por países com o Canadá, EUA, Japão e Suécia. São países ricos do hemisfério norte ”.

# Produção estável
A produção silvícola é considerada estável no Estado, mas a tendência, segundo Galvêas, é crescer, especialmente pelas mãos daqueles que não focam apenas na celulose. “As serrarias estão demandando muito essa madeira. Hoje, temos quase 300 serrarias no Espírito Santo, que usam 100% de toras de eucalipto. Essa madeira vira paletes, móveis, toras tratadas. Não se usa mais madeira de lei no Estado, quer dizer, o eucalipto ajudou a manter intacto o remanescente de Mata Atlântica em nosso Estado ”.

A tendência, para os próximos anos, é aumento da produção. “Teremos expansão da silvicultura para o sul do Espírito Santo, principalmente após a estrada de ferro que a Vale promete construir no Litoral Sul e com a duplicação da BR-101. Isso tudo vai viabilizar o transporte de madeira. Quer dizer, os municípios de Itapemirim, Presidente Kennedy, Mimoso do Sul, que são aptos para plantar eucalipto, mas têm como gargalo o transporte da madeira, poderão apostar nessa atividade ”.

Isso vai gerar aos produtores do Sul do Estado uma nova opção econômica, com lucro de aproximadamente R$ 1 mil ao ano por hectare. “E há a questão social. O plantio de eucalipto também gera trabalho no campo, já que demanda mais mão de obra do que a pastagem. Multiplica por dez o emprego e ainda auxilia na renda do homem do campo. É vantagem social, econômica e ambiental também. Se temos uma área de floresta nativa no Estado que cresceu muito, foi por causa da disponibilidade de madeira de eucalipto para todos os usos ”, ressalta Galvêas.

Espírito Santo é o nonomaior produtor de torapara celulose do país
A silvicultura no Espírito Santo atingiu o valor de produção de R$ 259,6 milhões em 2018, valor 4,7% maior que no ano anterior. Os dados são do IBGE.

Eficiência energética e seus custos benefícios.

Eficiência 

Eficiência energética (EE) é um dos pilares do desenvolvimento sustentável e tem como objetivo obter o mesmo conforto ou trabalho realizado com menos energia, ou seja, reduzir o consumo sem afetar a qualidade de vida das pessoas”, sintetiza Bruno Herbert, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco). De acordo com a entidade, existem diferentes caminhos para avançar em relação ao tema: promover a modernização de equipamentos e materiais que compõem um sistema energético; melhorar ou aperfeiçoar um processo produtivo; ou, então, optar por conduzir as duas ações citadas de forma conjunta. Bruno ressalta que Eficiência Energética traz vários benefícios. Um deles, bastante citado, é o fato de ela reduzir o consumo de combustíveis fósseis e, consequentemente, as emissões de gases de efeito estufa, auxiliando a mitigar as mudanças climáticas. Porém, as vantagens extrapolam aspectos ambientais. “EE ajuda na redução dos custos com a energia e melhora o caixa nas companhias nos curto, médio e longo prazos. Também pode ter um impacto positivo na economia, com criação de empregos e aumento na competitividade das empresas”, detalha o presidente da Abesco. Em relação aos impactos sociais, Bruno descreve que a Eficiência Energética interfere positivamente na qualidade de vida das pessoas e na redução nos custos com energia para as famílias, permitindo que a economia obtida seja investida em outros objetivos.

Roberto Barbieri, da área de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) também é enfático na defesa da Eficiência Energética. “EE vale a pena, econômica e ambientalmente, em todos os casos, seja no que se refere à energia elétrica ou ao uso de gás, combustíveis líquidos, etc.”, avalia. Barbieri cita que a redução de desperdício de energia é uma medida muito mais barata do que o investimento em uma nova fonte geradora. Ademais, menciona que a adoção de novas tecnologias, energeticamente mais econômicas e eficientes, faz com que as empresas possam ser cada vez mais competitivas, permitindo a elas agregarem qualidade aos seus processos e produtos, além de outros ganhos como a criação de vagas de trabalho e aportes em Pesquisa & Desenvolvimento.

Abinee, lembra Geraldo Takeo Nawa, assessor de Normalização e Avaliação da Conformidade da entidade, atua em relação ao tema da Eficiência Energética há décadas, sendo um marco nesse sentido a assinatura de protocolo, em 1984, com o então Ministério da Indústria e Comércio, para o desenvolvimento de uma iniciativa com vistas à conservação de energia. Ela segue ativa até hoje, como Programa Brasileiro de Etiquetagem. Desde então, houve conquistas importantes. “Fizemos um ensaio que nos revelou que produtos elétricos e eletrônicos antigos gastam 200% mais energia do que os atuais”, conta. Geraldo coloca em evidência, também, outro estudo desenvolvido pela Abinee que demostrou a viabilidade econômica da troca de motores elétricos antigos por novos, com retorno do investimento em poucos anos. Isso é importante em razão de esses equipamentos consumirem a maior parte da energia utilizada nos processos industriais. O engajamento da Abinee com a promoção da Eficiência Energética se traduz, ainda, na constante atenção às oportunidades existentes para avanços em EE com reflexos relevantes no cenário nacional. No momento um dos focos da entidade são os refrigeradores utilizados em estabelecimentos comerciais, tema sobre o qual estão sendo elaboradas recomendações e normas.

Apesar de a importância da EE ser ponto pacífico, existem obstáculos a serem superados para que ela avance. Um deles, segundo Roberto Barbieri, da Abinee, é justamente ampliar a conscientização sobre as vantagens e retornos de, por exemplo, promover a mencionada troca de motores elétricos antigos por outros com melhor desempenho. Bruno Herbert, presidente da Abesco, por sua vez, lembra que os desafios aumentaram em razão da redução, definida pelo governo federal anterior, das verbas destinadas ao Programa de Eficiência Energética (PEE) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “É necessário o país ter uma política clara para o desenvolvimento de EE e para a utilização da mesma, seja nas residências, seja nos comércios e indústrias. Não podemos conviver mais com desperdício e agressão ao meio ambiente sem necessidade. A solução não pode passar sempre pela geração de energia quando temos a oportunidade de simplesmente usá-la em menor quantidade e de forma racional”, pondera o dirigente da Abesco.


As muitas vantagens

A Agência Internacional de Energia (IEA) elencou Múltiplos benefícios da Eficiência Energética, em um relatório homônimo. Segundo a entidade, a EE pode:

reforçar a segurança energética regional ou nacional, com menor dependência de importação de petróleo, gás e carvão, ou, ainda, reduzir a exposição a riscos de interrupção de abastecimento; promover uma queda no preço da energia e da necessidade de adicionar nova geração ou capacidade de transmissão; melhorar o acesso à energia globalmente, especialmente em economias emergentes; proporcionar maior renda disponível às famílias com decréscimos nas contas de energia; aumentar a valorização de ativos para proprietários, empresas e serviços públicos; reduzir a poluição do ar, um dos maiores riscos para a saúde humana; reduzir as emissões de Gases do Efeito Estufa, tanto as diretas quanto as indiretas; proporcionar ganhos de produtividade e menores custos de manutenção, além de melhorias na operação e na confiabilidade dos processos; trazer benefícios financeiros aos orçamentos públicos, tanto por meio do aumento das receitas quanto via redução de despesas; Impulsionar a atividade econômica e, muitas vezes, motivar aumento do emprego.


 

Brasil se destaca pelo uso de fontes renováveis

País é favorecido por ter recursos como biomassa, água, vento e sol em abundância


Empresa de Pesquisa Energética, (EPE), vinculada ao governo federal, num trabalho em cooperação com a Agência Internacional de Energia (IEA), lançou no último mês de abril a nova edição do Atlas de Eficiência Energética do país. O documento monitora o progresso em relação ao tema por intermédio da análise de indicadores (no caso, foram analisados dados até o ano de 2021) e reforça o fato de o Brasil ter como característica um alto percentual de fontes renováveis na sua matriz energética, especialmente se comparado ao restante do mundo. Nos últimos 20 anos, essa participação permaneceu acima de 40% mesmo em momentos de crises hídricas e, desde, 2015 registra uma trajetória de crescimento, decorrente da maior oferta de derivados de cana, biodiesel e energia eólica, tendo chegado a 45% em 2021. Para se ter uma ideia, a média mundial de participação de fontes renováveis nas Oferta Interna de Energia é de apenas 14%.

Ainda de acordo com o Atlas, o ODEX, indicador que apura o progresso de Eficiência Energética, melhorou no Brasil desde 2005, ano adotado como base para o acompanhamento em razão da disponibilidade de dados. Desde então, e até 2021, a EE melhorou, de forma geral, 12% no Brasil. Considerando-se setores separadamente, a eficiência na indústria melhorou 5% no período, enquanto nos transportes e nas residências os ganhos foram maiores, de 18%.


ELETRICIDADE


Se a matriz energética brasileira já se destaca pela participação das fontes renováveis, a elétrica também é pujante nesse sentido. A geração do insumo, no país, ocorre prioritariamente por intermédio de usinas hidrelétricas, mas PANORAMA existem oportunidades – e crescem os investimentos – em alternativas como as eólica e solar. Segundo Laura Porto, diretora-executiva da Neoenergia, companhia protagonista na transição energética para uma economia neutra em carbono, com atuação em 18 estados e no Distrito Federal, o Brasil é favorecido por ter recursos como biomassa, água, vento e sol em abundância, que variam sazonal e espacialmente e se complementam. “Diversidade é um dos princípios básicos da Sustentabilidade”, lembra a executiva. Para Laura, o aproveitamento do potencial de geração de energia por fontes renováveis passa por haver um ambiente favorável à ampliação da pluralidade, o que favorece a conformação de uma matriz eficiente, de forma justa, inclusiva e ambiental e socialmente responsável. “Seguimos com os compromissos de investir na descarbonização e na expansão de novas tecnologias e de promover o desenvolvimento social nas regiões onde atuamos”, descreve ela. Com uma estratégia voltada para ampliar a geração de energia por fontes limpas, a Neoenergia encerrou o primeiro trimestre de 2023 com 42 parques eólicos em operação, com capacidade instalada de 1.389 MW, e parques solares com 149,2 MWp e 228 mil painéis. Atualmente, a empresa possui 5,1 GW de capacidade instalada em geração, sendo 90% de energia renovável, e está em fase final de implantação de mais um complexo de geração eólica. “Acreditamos que devemos continuar investindo na adoção de novas tecnologias de geração, preservando e incentivando a diversidade na matriz energética, bem como em outras áreas de negócio do segmento. Da mesma forma, há novas oportunidades de negócios como os projetos híbridos, a geração eólica offshore e a produção de hidrogênio verde, por exemplo”, detalha Laura. De acordo com a executiva, a empresa considera que a produção nos futuros parques offshore é mais uma tecnologia renovável, confiável e limpa disponível no futuro. “Uma tendência da demanda de energia é se concentrar cada vez mais no mercado livre, sendo impulsionada, inclusive, pela indústria do hidrogênio verde. E a proximidade da eólica offshore dos centros de carga lhe oferece grande vantagem competitiva”, explica.



 Espírito Santo pode ser referência mundial em segurança e eficiência energética.

O Observatório da Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES) divulgou um planejamento estratégico para que o Espírito Santo aproveite melhor seus recursos energéticos, principalmente os renováveis, e se torne referência mundial em segurança e eficiência energética até 2035.

A “Rota Estratégica para o Futuro da Indústria do ES: Energia 2035”, lançada pelo Findes, é um planejamento com 275 ações que devem ser executadas para diversificar a matriz de geração de energia.

Em 2020, cerca de 25% da energia produzida no Estado veio de fontes renováveis, o que está abaixo da média nacional que é de 48%, porém acima da média mundial de 19%. “A expectativa é de que a produção de energia limpa no Estado avance nos próximos anos por meio de fontes como a solar, biomassa e eólica”, apontou a presidente da Findes, Cris Samorini.

“Nesse cenário, o gás natural é um insumo importantíssimo para a indústria. As empresas querem reduzir a dependência de outras fontes que emitem mais poluentes para atmosfera. Mas, para que isso aconteça, é fundamental ter infraestrutura, regulação e preço que viabilizem a utilização do gás natural. Além disso, podemos ter a produção do hidrogênio sustentável (azul) a partir do gás natural”, explicou.

Investimentos

De acordo com a Bússola do Investimento, feita pelo Observatório da Indústria da Findes, até 2028, mais de R$ 36,4 bilhões serão investidos no Estado em 289 projeto. Oito a cada dez deles são da indústria.

Estão previstos R$ 12,9 bilhões em 26 projetos do setor de energia, sendo dois em fontes renováveis (R$ 228 milhões previstos), 13 em infraestrutura energética (R$ 3,9 bilhões previstos); e 11 na área de petróleo e gás (R$ 8,7 bilhões previsto).

Produção energética.

 O setor de energia no Espírito Santo tem mais de 1,1 mil estabelecimentos e emprega formalmente 17,5 mil pessoas. Em 2020, o Espírito Santo produziu 19 vezes mais energia que consumiu.

Mesmo produzindo bem mais do que consome, os 16.720 mil tep (toneladas equivalentes de petróleo) correspondem apenas a 4,9% de toda a energia produzida no Brasil.

Influência da sociedade nos ciclos BIOGEOQUÍMICOS.

CICLOS BIOGEOQUÍMICOS 

Os ciclos biogeoquímicos são processos que ocorrem na natureza para garantir a reciclagem de elementos químicos no meio. São esses ciclos que possibilitam que os elementos interajam com o meio ambiente e com os seres vivos, ou seja, garantem que o elemento flua pela atmosferahidrosferalitosfera e biosfera.

Os principais ciclos biogeoquímicos encontrados na natureza são o ciclo da água, do carbono, do oxigênio e do nitrogênio.


Classificação dos ciclos biogeoquímicos

Os ciclos biogeoquímicos podem ser classificados em dois grupos principais: gasosos e sedimentares. O ciclo gasoso é aquele que possui como reservatório principal do elemento a atmosfera. Além disso, os elementos entram e saem da biosfera em sua forma gasosa. Já no ciclo sedimentar, o principal reservatório é a crosta terrestre. 



→ Importância dos ciclos biogeoquímicos

Os ciclos biogeoquímicos, por promoverem uma ciclagem dos elementos, garantem que eles sejam utilizados e, posteriormente, estejam novamente disponíveis. Esse é um fator extremamente importante, pois, alguns elementos são essenciais para os seres vivos, e seu uso constante, sem reposição, poderia ocasionar a extinção de espécies.O ciclo do nitrogênio permite que esse elemento seja constantemente reaproveitado. Circulação dos elementos é fundamental para garantir que um ecossistema funcione adequadamente. Se, por exemplo, a quantidade de oxigênio disponível em um ambiente aquático diminuir, todos os seres vivos daquele ecossistema serão afetados. Avaliar o ciclo biogeoquímico, nesse caso, poderia ser importante para prever um impacto ambiental.


→ Fatores que influenciam a velocidade de um ciclo biogeoquímico

A velocidade em que um elemento circula no meio abiótico e biótico depende de vários fatores. A natureza do elemento que participa do ciclo, por exemplo, pode determinar se a ciclagem ocorrerá de maneira lenta ou rápida. Normalmente um ciclo gasoso é mais rápido que um ciclo sedimentar.

Outro ponto importante para a velocidade da ciclagem dos nutrientes é a taxa de crescimento dos seres vivos e sua decomposição. A taxa de crescimento de uma espécie afeta diretamente a cadeia alimentar e, consequentemente, o fluxo de um elemento nessa cadeia. Já a decomposição, se ocorre lentamente, afeta a liberação dos nutrientes para o meio.

O homem também exerce um importante papel nos ciclos biogeoquímicos. Por meio de certas atividades, como a agropecuária, o homem consegue alterar a dinâmica natural de um ecossistema, modificando as vias seguidas por determinado elemento no ciclo. Além disso, a poluição, extração de minerais e a produção de energia podem afetar a ciclagem dos elementos.

domingo, 1 de outubro de 2023

Relaçãoes Ecológicas Harmônicas e Desarmônicas

Relações ecológicas são as interações que acontecem entre os seres vivos, as quais podem ocorrer entre indivíduos de uma mesma espécies (relações intraespecíficas) ou indivíduos de espécies diferentes (relações interespecíficas). Elas também podem ser harmônicas ou desarmônicas.


Relações ecológicas interespecíficas e intraespecíficas

As relações ecológicas interespecíficas são interações que ocorrem entre indivíduos de espécies diferentes. Já as relações intraespecíficas ocorrem entre indivíduos de uma mesma espécie. A relação conhecida como mutualismo é um exemplo de relação ecológica interespecífica, enquanto a sociedade é uma relação ecológica intraespecífica. 


Relaçãoes Harmônicas e Desarmônicas

As relações ecológicas podem ser classificadas ainda em harmônicas, também chamadas de positivas, e desarmônicas, também chamadas de negativas.

Harmônicas 
 As relações harmônicas são aquelas que, como o nome sugere, não causam prejuízos aos envolvidos, sendo essas relações benéficas para todos ou, ainda, para um dos envolvidos sem haver prejuízo nem benefício para o outro. Um exemplo de relação harmônica é o comensalismo. 

Desarmônicas 
As relações desarmônicas, por sua vez, são aquelas em que um dos envolvidos não é beneficiado com a interação, ou seja, um organismo é prejudicado. Um exemplo de relação desarmônica é o predatismo.